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Perícia judicial não é garantia de justiça técnica: o risco de enfrentar um processo sem assistência técnica especializada

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    Med Legal
  • há 14 minutos
  • 2 min de leitura
ambiente jurídico corporativo, sala de reunião com mesa, documentos técnicos e processo judicial abertos, de um lado um perito analisando laudo e papéis, do outro um profissional técnico (perfil médico/assistente técnico) revisando documentos e apontando observações

Muitas empresas e profissionais entram em um processo judicial acreditando que a perícia será, por si só, suficiente para esclarecer os fatos e garantir uma decisão justa. Na prática, não é bem assim.


A perícia judicial é um instrumento técnico do processo — mas ela não substitui a defesa técnica especializada das partes. Quando não há assistência técnica pericial, o risco de interpretações incompletas, distorções ou conclusões desfavoráveis aumenta consideravelmente.


Este é um dos pontos mais sensíveis — e menos compreendidos — dentro de uma disputa judicial.



O que é a perícia judicial e qual é o seu papel

A perícia judicial é realizada por um perito nomeado pelo juiz, com a função de analisar tecnicamente uma situação específica e produzir um laudo que ajude na tomada de decisão.


Ela pode envolver:

  • avaliação de incapacidade laboral

  • análise de nexo causal

  • investigação de condições de trabalho

  • revisão de documentos médicos e ocupacionais

  • verificação de danos e impactos técnicos


O laudo pericial costuma ter grande peso na decisão judicial. Em muitos casos, é determinante.


Mas existe um ponto crítico: o perito é um auxiliar da Justiça — não um defensor da empresa nem do trabalhador.



Onde está o risco: a ausência de assistência técnica

Sem assistência técnica pericial, a empresa (ou parte envolvida) fica limitada a reagir ao que é produzido no processo.


Isso significa:

  • não participar ativamente da construção técnica da prova

  • não apontar inconsistências metodológicas

  • não questionar premissas adotadas pelo perito

  • não complementar informações relevantes

  • não traduzir tecnicamente a realidade operacional do negócio


Na prática, o processo passa a depender exclusivamente da visão do perito judicial — que, embora técnica, é externa e nem sempre tem acesso completo ao contexto da empresa.


A justiça processual continua existindo. Mas a justiça técnica pode ficar comprometida.

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